sábado 21 2026

VISEU TROCA A BICICLETA PELO VOLANTE E PREPARA-SE PARA SER O CORAÇÃO DO RALI DE PORTUGAL

 


Não podemos ter tudo, é a realidade da vida e também da gestão pública. Uns concordarão, outros discordarão. Faz parte da democracia. Mas há decisões que marcam um território e esta é, sem dúvida, uma delas.

A partir de 2027, Viseu será o quartel-general do Rally de Portugal, uma das mais emblemáticas provas do Campeonato do Mundo de Ralis, organizada pelo Automóvel Clube de Portugal. Durante pelo menos dois anos, 2027 e 2028, a cidade beirã passará a concentrar toda a base logística do evento, tornando-se o verdadeiro centro nevrálgico da competição.
A decisão implica uma escolha estratégica: Viseu abdica da Volta a Portugal em bicicleta para apostar na chamada “prova rainha” do automobilismo nacional.
É, claramente, uma faca de dois gumes.
Por um lado, perde-se uma tradição ligada ao ciclismo, modalidade com forte enraizamento popular e histórico. Por outro, ganha-se um evento de dimensão internacional, com enorme projeção mediática e impacto económico significativo.
Os números falam por si: um investimento municipal direto anunciado na ordem das centenas de milhares de euros, acompanhado por um retorno estimado muito superior, seja na hotelaria, restauração, comércio, serviços ou promoção turística. Estamos a falar de milhares de pessoas envolvidas durante cerca de duas semanas — equipas, mecânicos, marcas, organização, comunicação social e adeptos.
Mais do que um evento desportivo, trata-se de uma oportunidade estratégica para projetar Viseu e o interior do país, tantas vezes esquecidos nas grandes decisões e nos grandes palcos. O rali não traz apenas motores e adrenalina; traz visibilidade internacional, dinamização económica e afirmação territorial.
Naturalmente, a decisão não é consensual. A oposição questiona valores e transparência, o que é legítimo em democracia. O escrutínio é saudável e necessário. Mas também é legítimo reconhecer que governar implica escolher, e escolher significa, muitas vezes, abdicar de algo para apostar noutra via.
A grande questão não é apenas o investimento. É o retorno.
É o impacto.
É a capacidade de transformar uma mudança num motor de desenvolvimento.
Se correr bem, Viseu poderá afirmar-se como palco central de um dos maiores eventos desportivos do mundo motorizado. Se houver rigor, planeamento e visão estratégica, o interior ganha, e quando o interior ganha, o país equilibra-se.
Mudanças geram sempre debate. Mas, por vezes, são precisamente essas mudanças que abrem novas estradas.
Agora, resta aguardar pelo arranque em 2027, e esperar que o som dos motores traga progresso, dinamismo e sucesso para toda a região.

João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

COZINHA COM HISTÓRIA – SABORES QUE TOCAM O CORAÇÃO

 


Cozinha com História

Quando o sol repousar, a nossa casa é o seu lugar;)


Associação LapaLobo


Boa tarde amigos e sócios da ADCL!

Hoje vamos ter:

- Caldo Verde
- ⁠Mão de Vaca
- ⁠Almofadas de Vitela

Venham ter connosco a partir das 19h30 para saborear os nossos petiscos!

José Poço – O Olhar do Fotógrafo

 




Pormenores do colaborador "Nelas Vista por Mim"

 




Virgínia Costa RECORDANDO VELHOS TEMPOS

 


Fotografias do ficheiro do Museu da Memória... No Norte conhecidos por albardeiro: os albardeiros eram artesãos fundamentais no Portugal antigo, responsáveis por fabricar e reparar albardas, arreios acolchoados colocados no dorso de animais de carga para que pudessem carregar pesos ou pessoas sem se ferirem.







𝐒𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐚 𝐞𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐅𝐢𝐦 𝐝𝐞 𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐨 𝐂𝐨𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐞𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞 𝐝𝐞 𝟐𝟕 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐚 𝟏 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔 𝐧𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐍𝐞𝐥𝐚𝐬, 𝐂𝐨𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐃𝐚̃𝐨

 


ATMU - Associação dos Ex-Trabalhadores das Minas de Urânio

 


A luta desenvolvida pelos Ex-Mineiros de Uranio aos longos dos anos no respeitante ao Direito a uma indemnização aos familiares que venham a falecer de neoplasia, a Criação do Museu Mineiro e do Momorial ás vitimas da radiactividade, a recuperação ambiental das habitações da Urgeiriça e a retirada do Stock de Uranio armazenado na Urgeiriça estão a um passo da sua resolução tendo em conta a apresentação na Assembleia da República de 3 decretos lei pelo grupo parlamentear do PCP que consagra esses direitos.

Esta iniciativa do PCP vem no seguimento das audiências parlamentares levada acabo pela ATMU onde se inclui aos audiências com as respectivas comissões parlamentares dos Direitos liberdades e Garantias e de trabalho e segurança social onde este assuntos tiveram o apoio dos respectivos grupos parlamentares.
Esta iniciativa do PCP do qual a ATMU saúda, terá que ter a convergência dos restantes grupos parlamentares para a sua aprovação ,pelo que a ATMU está a desenvolver um intenso trabalho junto destes, para que a UNANIMIDADE demonstrada á nossa causa nas audiências concedidas, passe a ser uma realidade com aprovação de leis que consagre esses Direitos, pelo que estão a ser agendadas reuniões com os diversos grupos parlamentares.
É pois com grande Otimismo que a ATMU parte para esta nova situação , mas também é com grande empenho na Luta que partimos para este novo senário Nossa União e a Força da nossa Razão não vai parar.
Viva a Família Mineira de Urânio

Robson Costa · Antônio de Navarro

 


Antônio de Navarro, personalidade histórica diretamente associada a Vilar Seco, destaca-se em relevo nacional, e pela sua ligação à localidade

António de Navarro (António de Albuquerque Labatt Sotto-Mayor Pereira Navarro de Andrade), foi um poeta português e revelou-se em 1926 na revista Contemporânea.
Foi colaborador assíduo da revista Presença (1927–1938), integrando o movimento presencista (embora com influências vanguardistas do Orpheu), associado ao modernismo e, considerado uma figura notável da literatura portuguesa do século XX, com influências da sua vivência em África (Moçambique) e das raízes em Portugal.
A sua obra mostra forte ligação à natureza, ao mar, ao espaço africano e à missão poética da palavra.
Nasceu a 9 de novembro de 1902 em Vilar Seco, freguesia do concelho de Nelas (distrito de Viseu, Portugal), no solar materno da família.
Fez os estudos liceais em Viseu e frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra (sem concluir), formando-se posteriormente em ciências Ultramarinas na Escola Superior Colonial em Lisboa.
Trabalhou em Moçambique (Lourenço Marques) na Junta de Exploração de Algodão Colonial entre 1939 e 1940. Essa estadia marcou profundamente a sua poesia, influenciando temas, imagens e atmosferas, refletindo experiências coloniais e vivências africanas.
Casou-se duas vezes, primeiro com Maria Eufémia Reis Ferreira (1939–1940, falecida prematuramente, a quem dedicou o seu primeiro livro);
depois, presumivelmente com outra companheira, mas sem detalhes amplamente documentados.
Faleceu a 20 de maio de 1980 em Lisboa, aos 77 anos.
António de Navarro foi um dos colaboradores assíduos da revista Presença (desde o primeiro número), integrando o movimento presencista, embora também ligado a publicações como Bysancio, Portucale, Contemporânea, Cadernos de Poesia, Vértice, O Diabo e outras.
Alguns poemas seus apareceram já na década de 1920 em revistas antes de seus livros serem publicados. A sua poesia reflete influências modernistas (como do Orpheu), com temas de introspeção, sensualidade, África, mar e existencialismo.
É elogiado por críticos como João Gaspar Simões e José Régio por representar o melhor da Presença.
A sua obra poética é marcada pela vivência em Moçambique, onde residiu e trabalhou (influenciando poemas sobre a paisagem, o sol, a cultura africana e o exotismo colonial).
Recebeu o Prémio Camilo Pessanha em 1974, reconhecendo o seu contributo à poesia portuguesa.
Obras principais (poesia)
Poemas de África (1941) — Primeiro livro, prefaciado por João Gaspar Simões.
Dedicado à memória da esposa falecida em 1940. Explora temas africanos, com imagens sensoriais intensas (sol, noites, naturezas moçambicanas).
Inclui poemas como o "Poema do Mar" ou referências a elementos como shigombelas, mambas e o Índico.
Há edições posteriores ou reimpressões (ex.: Águia Doida. Poemas d'África, 1961).
Ave de Silêncio (1942) Mostra a sensibilidade lírica e introspectiva do poeta
Ode à Manhã (1947) - Publicado como separata da revista Portucale.
Poemas do Mar (1957) — Publicado com uma carta- prefácio de Jorge de Sena - temas marítimos e introspectivos.
Coração Insone (1971) - Anotado por Franco Nogueira - reúne textos poéticos com temática mais madura e refletida.
Guitarras de Madeira d'Asa (1974) — Com posfácio de Pinharanda Gomes.
O Acordar de Bronze (1980) -
Última coletânea publicada em vida, marcada por uma poesia mais introspectiva e meditativa.
Outras colaborações em revistas, incluindo aparições em antologias de poesia moçambicana (ex.: antologias da Casa dos Estudantes do Império, com poemas integrados em contextos luso-africanos).
Antônio de Navarro, filho de Vilar Seco, sua contribuição literária e cultural e histórica, não será esquecida.

sexta-feira 20 2026

TEMOS UM POUCO DE NEANDERTAL EM NÓS — E ISSO É FASCINANTE

 


Durante muito tempo imaginou-se que os Homo sapiens e os Homo neanderthalensis eram espécies completamente separadas, que nunca se cruzaram.

Hoje sabemos que isso não é verdade.
A ciência confirma que houve cruzamentos entre humanos modernos e Neandertais há dezenas de milhares de anos, quando os nossos antepassados saíram de África e encontraram populações neandertais na Europa e na Ásia.
O resultado?
Grande parte das pessoas com ascendência europeia ou asiática carrega entre 1% a 2% de ADN neandertal.
Não é mito.
É genética.
O QUE SIGNIFICA ISTO?
Significa que, em algum momento da pré-história, houve convivência suficiente para que se formassem descendentes férteis. Não foi um encontro isolado: foram vários episódios de miscigenação ao longo de milhares de anos.
Esse pequeno “legado” genético ainda hoje influencia alguns aspetos do nosso organismo, como:
Respostas do sistema imunitário
Sensibilidade à dor
Adaptação ao frio
Algumas características da pele e do cabelo
Curiosamente, também há estudos que associam variantes neandertais a maior suscetibilidade a certas doenças — mostrando que a herança genética é sempre um equilíbrio complexo.
NÃO SOMOS “MEIO NEANDERTAIS”
Importa esclarecer:
Ter 1% ou 2% de ADN neandertal não significa que sejamos “parte Neandertal” no sentido popular da expressão.
Significa apenas que o nosso genoma guarda vestígios de encontros antigos entre populações humanas diferentes.
Somos totalmente Homo sapiens, mas com um passado partilhado.
UMA LIÇÃO DA HISTÓRIA
Esta descoberta traz também uma reflexão interessante:
A humanidade sempre foi mistura.
Sempre foi encontro.
Sempre foi cruzamento.
A ideia de “pureza” genética é um mito moderno sem base científica.
A nossa história é feita de mobilidade, contacto e integração.
Talvez, afinal, aquilo que nos torna humanos seja precisamente essa capacidade de nos encontrarmos — e de nos misturarmos.
E pensar que, algures há milhares de anos, numa noite fria da Europa pré-histórica, dois mundos se cruzaram… e deixaram marca até hoje.
A ciência continua a surpreender-nos.
Fiquem bem, com curiosidade e espírito aberto.
João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

Virgínia Costa RECORDANDO VELHOS TEMPOS


 O antigo forno de pão do Solar dos Montalvões: historicamente, o forno de pão situava-se logo à entrada do pátio grande do Solar, posicionado do lado esquerdo para quem entrava. O forno era protegido por um telheiro, e construído em barro branco, uma cruz gravada por cima da"boca" (abertura). Ao lado do forno existia uma grande bancada de pedra, que servia para o manuseio da massa e apoio durante a cozedura. Fazia parte das dependências de serviço do Solar, essencial para a produção de pão caseiro de centeio e trigo, broas de milho e folares que alimentavam a família e os caseiros. Actualmente, o Solar dos Montalvões encontra-se num avançado estado de ruínas. Que localiza-se na aldeia de Outeiro Seco, Norte de Portugal

Procuramos fotografias antigas de Vilar Seco


 No âmbito de um projeto integrado no Plano Nacional das Artes, estamos a recolher fotografias antigas onde apareçam as ruas de Vilar Seco.

Se tem em sua casa fotografias antigas que mostrem ruas, espaços ou momentos do quotidiano da nossa terra, gostaríamos muito que as pudesse partilhar connosco.
👉 As fotografias serão digitalizadas e devolvidas aos proprietários.
👉 O objetivo é preservar e valorizar a memória coletiva.
Agradecemos desde já a vossa colaboração e contributo para manter viva a história de Vilar Seco.
Para mais informações ou para entregar as fotografias, entre em contacto connosco.

Marisa Monteiro - Azulejos

 




ENTRE A JUSTIÇA E O RUÍDO: NEM RACISMO, NEM LINCHAMENTO

 


Num tempo em que a velocidade da indignação ultrapassa a velocidade dos factos, importa reafirmar uma posição clara e equilibrada: o racismo é condenável sem qualquer hesitação, mas a justiça não pode ser substituída por julgamentos precipitados.

O recente caso envolvendo Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior trouxe novamente à tona um debate sensível e necessário. Porém, antes de se erguerem tribunais nas redes sociais e se escreverem sentenças em programas televisivos, há perguntas fundamentais que exigem resposta:
O que foi realmente dito?
Em que contexto?
Existem provas objetivas — áudio, vídeo, relatório oficial?
Houve intenção discriminatória clara?
Essas respostas pertencem às entidades competentes, aos relatórios oficiais, aos órgãos disciplinares e, no plano europeu, à UEFA — não ao tribunal da opinião pública.
Uma acusação de racismo é gravíssima.
Mas também é gravíssimo rotular alguém injustamente.
A prudência não é fraqueza. É maturidade.
Quem já viveu o futebol por dentro sabe que o calor do jogo não é um salão de chá. Há provocações, há palavras duras, há excessos verbais que não dignificam o espetáculo — mas que infelizmente fazem parte da tensão competitiva. Nada disso deve ser normalizado. Contudo, há uma linha vermelha inegociável: a discriminação racial. Se essa linha for ultrapassada, as consequências devem ser firmes e exemplares.
A questão é simples e séria:
Essa linha foi efetivamente cruzada?
Ou estamos perante ruído, amplificação mediática e julgamentos apressados?
Só uma investigação rigorosa pode responder.
Entretanto, o espetáculo desportivo parece cada vez mais refém da polémica permanente. Debates de horas sobre suspeitas. Comentários inflamados. Narrativas construídas antes dos factos apurados. E o futebol — o jogo, a tática, o talento — fica para segundo plano.
Perde-se a análise, perdem-se os grandes lances, perdem-se os golos geniais. Perde-se aquilo que verdadeiramente apaixona o adepto.
O próprio Vinícius Júnior é exemplo de excelência futebolística e deve ser defendido sempre que for vítima de discriminação. Mas deve, acima de tudo, ser celebrado pelo seu talento extraordinário dentro das quatro linhas.
É possível — e necessário — afirmar ao mesmo tempo:
Condeno totalmente o racismo.
Recuso julgamentos sem provas claras.
Exijo responsabilidade no discurso público.
Defendo que o foco regresse ao futebol.
O desporto deve ser competição, emoção, arte e respeito.
Não um palco de linchamentos mediáticos nem uma arena de moralismos seletivos.
Que haja verdade.
Que haja justiça.
Que haja serenidade.
E que o futebol volte a ser falado pelo que tem de mais nobre: o espetáculo dentro de campo.
João Manuel

Robson Costa · Vida, obra e legado de José Maria da Fonseca

 


Fundador da mais antiga casa de vinhos portuguesa, ícone da cultura vinícola de Portugal.

José Maria da Fonseca foi um vinicultor português visionário, nascido em 31 de maio de 1804 na aldeia de Vilar Seco, no concelho de Nelas, região do Dão (centro de Portugal).
Formado em matemática pela Universidade de Coimbra, homem de espírito empreendedor, desde cedo demonstrou uma mente inovadora, característica que marcou a sua carreira e teve impacto decisivo no desenvolvimento da viticultura portuguesa.
Mudou-se para Vila Nogueira de Azeitão (Península de Setúbal, sul de Lisboa), onde iniciou o seu projeto na produção de vinhos e se dedicou à modernização da agricultura e da técnica vitivinícola em Portugal.
Em 1834, José Maria da Fonseca fundou a sua empresa de vinhos, dando nome à casa, que se manteria sempre como negócio familiar por gerações e se tornaria uma das mais importantes de Portugal.
A casa com sede em Azeitão é reconhecida como a mais antiga produtora de vinhos de mesa e de Moscatel de Setúbal em Portugal, combinando tradição e inovação ao longo de quase dois séculos.
Por volta de 1846, José Maria da Fonseca comprou a propriedade Cova da Periquita e ali plantou castas de Castelão que trouxera da Estremadura.
O Periquita começou a ser produzido já em 1850, sendo um dos primeiros vinhos engarrafados em Portugal, então algo inovador. Rapidamente se tornou famoso pela sua qualidade, tanto que outros viticultores pediam mudas para plantar nas suas quintas.
A marca Periquita foi oficialmente registrada em 1941, atualmente reconhecida como a mais antiga marca portuguesa de vinho de mesa comercializada.
A empresa cresceu, juntamente com a sua influência e este vinho tornou-se um embaixador da portugalidade, um dos vinhos portugueses mais reconhecidos internacionalmente, símbolo da história do vinho de mesa português, presente em mercados como Suécia, Brasil, EUA, Canadá, Dinamarca e Noruega.
Além do tradicional tinto, hoje existem também versões como:
Periquita Reserva, um vinho mais complexo e estruturado.
Periquita Branco, introduzido no início do século XXI.
Seus vinhos conquistaram medalhas e prémios em exposições internacionais desde o século XIX.
Em 1857, o Rei D. Pedro V concedeu-lhe a Ordem da Torre e Espada em reconhecimento pela modernidade e qualidade da produção vinícola, algo muito raro para a época.
Pioneiro da vitivinicultura moderna em Portugal, uniu ciência (matemática) e agricultura.
Introduziu práticas que elevam a qualidade e reputação dos vinhos portugueses.
José Maria da Fonseca não foi apenas um produtor, ele introduziu práticas avançadas que elevam a qualidade e reputação dos vinhos portugueses, tais como:
Uso de arado mecanizado em vez de trabalho manual.
Aumento do espaçamento entre as cepas para melhor exposição solar e maturação das uvas.
Introdução de novas castas de uvas na Península de Setúbal, sendo a mais famosa o Castelão, essencial para o vinho Periquita.
Foi um dos primeiros em Portugal a engarrafar vinhos em vez de os vender a granel, garantindo mais qualidade e identidade à marca.
Atualmente, a José Maria da Fonseca continua nas mãos da mesma família, já na sétima geração, mantendo tradições e expandindo a presença global dos vinhos portugueses.
O Periquita tornou-se um verdadeiro símbolo da cultura portuguesa e sua marca parte da identidade nacional, um vinho consumido por gerações e presente em inúmeras mesas portuguesas ao longo de mais de 170 anos.
A própria empresa é um exemplo vivo de tradição familiar, evolução e enoturismo em Portugal.
José Maria da Fonseca não criou apenas vinhos.
Criou uma tradição familiar, uma marca histórica e ajudou a projetar Portugal no mapa mundial do vinho.
Um nome que atravessa gerações.
Um legado que continua a brindar o mundo.