sábado 28 2026

PORTUGAL ENTRE O ENVELHECIMENTO E A NOVA ENERGIA DA IMIGRAÇÃO


 Um recente retrato demográfico divulgado pela Pordata confirma uma realidade que já se sente no dia a dia: Portugal é hoje um dos países mais envelhecidos da União Europeia, e, simultaneamente, um dos que mais viu crescer a entrada de cidadãos estrangeiros nos últimos anos.

O país apresenta uma das idades medianas mais elevadas da Europa e um índice de envelhecimento que ultrapassa largamente o equilíbrio geracional: há quase o dobro de idosos por cada 100 jovens. Este cenário coloca desafios estruturais profundos, na sustentabilidade da Segurança Social, no mercado de trabalho, na saúde e nas políticas públicas.
Mas há também um contraponto relevante. A imigração tem funcionado como fator de mitigação. A população estrangeira residente é, em média, mais jovem e tem contribuído de forma significativa para a força de trabalho e para as contribuições sociais, ajudando a equilibrar um saldo natural negativo (mais óbitos do que nascimentos).
Apesar de alguns, teimarem em não aceitar que os imigrantes contribuiem, e, em muito, para atenuar e aliviar esta situação.
Portugal vive, assim, uma encruzilhada demográfica: envelhece rapidamente, mas recebe nova energia humana que sustenta a economia e dinamiza setores essenciais como a construção, o turismo, pesca e a agricultura.
O desafio está lançado: transformar esta realidade num equilíbrio sustentável, onde experiência e juventude, nacional e estrangeira, convivam e construam futuro.
Porque os números são claros.
Agora, as decisões fazem a diferença.

João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

Junta de Freguesia de Nelas · ✅ Trabalho contínuo ao serviço da freguesia

 


A Junta de Freguesia de Nelas continua empenhada em identificar, acompanhar e resolver os problemas da freguesia, trabalhando diariamente para melhorar as condições de vida da população.

Ao longo desta semana, foram realizadas várias intervenções no terreno, que demonstram o cuidado e a atenção dedicados aos diferentes espaços da freguesia.
- Reparação da Entrada na Igreja Matriz de Nelas;
- Limpeza do Jardim do Largo de São Domingos em Algeraz;
- Reparação da Pergola em Frente à Associação do Folhadal;
Em paralelo, o Município de Nelas encontra-se igualmente a desenvolver trabalho na freguesia (Zona URBANA de Nelas), numa ação complementar e articulada, com o objetivo comum de promover o bem-estar e a qualidade de vida da comunidade.
Continuamos a trabalhar com responsabilidade, proximidade e sentido de missão, para o bem de todos.

As viagens de Lyse Kitz - Gruta Da Lapinha Lagoa Santa. I

 






Virgínia Costa

 


A minha primeira experiência a andar de burro, foi quando tinha sete anos, (1974) numa visita a casa dos meus saudosos avós, numa aldeia da zona de Viseu, à beira da Serra da Estrela... Naquela altura o mundo parecia imenso do alto daquele lombo. Hoje resta-me o eco dos cascos nas pedras da calçada e aquele cheiro a giesta e terra molhada que, por mais que o tempo passe, teima em não sair do meu peito. Num tempo em que a subida à serra era a maior aventura da minha vida. Lembro-me do horizonte a perder de vista entre os penedos de granito. Aos sete anos a Serra da Estrela era o meu reino e aquele burro o meu amigo confidente. Que saudade daquele silêncio só interrompido pelo vento, de uma pureza que a cidade nunca me soube devolver. Foi ali, que deixei um pedaço do meu coração. Olho para trás e ainda sinto o frio cortante da montanha aquecida pela minha alegria em miúda que, por momentos, tocou o céu em cima de quatro patas.

Hernâni Marques · ESCLARECIMENTO!!

 


Na passada Assembleia Municipal, como cidadão e Nelense fiz uma pequena recomendação sobre o Carnaval de Nelas. Parece que as minhas palavras foram mal interpretadas, em mentes muito pequenas e sem a hombridade da inteligência.

A minha recomendação vem no sentido de o Município ser a ponte do bairrismo em Nelas, no sentido do lema Juntos mais Fortes....
Não usem as minhas palavras, para fazerem política suja, de baixo nível e levarem o meu nome para caminhos e cenários falsos.
Não sou candidato a nada, não preciso da política para nada, não sobrevivo da política.... Sou apenas um Nelense que gosta muito de NELAS.
Peço desta forma, as personagens políticas (batanetes que nunca fizeram nada na vida) , para quando usarem o meu nome, que o façam de uma forma clara e transparente.
Termino dando os Parabéns aos quatro bairros do nosso Concelho pelo excelente trabalho em prol do Carnaval do concelho de Nelas.
SEJAM FELIZES

INFORMAÇÃO AOS SÓCIOS - Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim

 


Informamos todos os nossos estimados sócios que brevemente estarão disponíveis os novos cartões de sócio.

👉 A emissão será efetuada apenas para os sócios com a situação regularizada até ao ano de 2025.
Relembramos ainda que já se encontram a pagamento as quotas relativas ao ano de 2026. A regularização atempada permite continuar a usufruir de todos os benefícios associados à condição de sócio e contribui diretamente para o fortalecimento da nossa missão ao serviço da comunidade.
✅ Benefícios de ser sócio:
⛽ Desconto em combustível CEPSA/MOEVE
Os sócios beneficiam de desconto entre 5 e 8 cêntimos por litro em combustível da marca CEPSA/MOEVE.
O valor do desconto, em euros, é acumulado na respetiva aplicação da CEPSA/MOEVE, permitindo dupla vantagem:
Redução imediata no valor a pagar;
Acumulação de saldo para futura aquisição de combustível.
🏊 Descontos nas Piscinas Municipais
Benefício na utilização das piscinas municipais.
🚑 Descontos nos serviços do Corpo de Bombeiros
Condições vantajosas na utilização de diversos serviços prestados pela Associação.
🎁 E muitos outros benefícios associados ao estatuto de sócio.
Ser sócio é mais do que usufruir de vantagens, é apoiar ativamente os Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim na sua missão diária de proteção e socorro.
Regularize a sua situação e continue a fazer parte desta causa.
Contamos consigo. 🤝🚒

Artista Luís Daniel Almeida

 


Artista Luis Daniel Almeida

Recomendações da Ana Gomes


 Bruno Trindade

Artigo no jornal Reconquista na edição n. 4272 de 26/ 02/2026. Com a temática - Saúde: A importância de se criar as urgências gerontológicas. Bruno Trindade - 26/02/2026

Artista Luís Daniel Almeida · Cores da Primavera Árvore da Vida

 


"Silvy Crespo a Preto e Branco”

 


#nelascoracaododao na BTL: “Nelas, Coração do Dão - O pulsar de um Território”

 


Neste segundo momento, o foco incidiu sobre um conjunto de projetos, alguns já consolidados e outros em breve fase de execução, que atestam a riqueza patrimonial do concelho, o enoturismo, gastronomia, alojamento, termalismo, turismo de natureza e roteiros.

Foram destacados o Museu do Vinho do Dão e da Arte, o Parque Fluvial das Caldas da Felgueira, a EnoVia do Coração do Dão e o Museu do Património e do Megalitismo, projetados para iniciarem em breve, e que vão elevar a oferta turista e potenciar o turismo de forma inovadora, ligando a arte à produção vitivinicola, ao enoturismo e às dinâmicas territoriais a nível local, nacional e internacional. Investimentos que vão também

contribuir para potenciar a economia local, a restauração, alojamento, produtores locais, comércio e serviços.
⏭️ No nosso último momento convidamos a “Saborear À Mesa no Coração do Dão”. Momento de degustação em perfeita harmonização com o vinho do Coração do Dão.

Jeffrey Almeida · O CUSTO DO PROGRESSO:

 


Entre o Transtorno e o Benefício

Viver em sociedade exige, por vezes, uma dose extra de paciência. Atualmente, o cenário do nosso centro é dominado por máquinas, poeira e interrupções. Sabemos que não é fácil. O trajeto que levava dois minutos agora leva cinco; o barulho substituiu o silêncio e o acesso aos comércios locais tornou-se um desafio logístico.
A inconveniência de uma obra pública é real e imediata. Ela mexe com a rotina, testa os nervos e altera a dinâmica da vila. No entanto, há uma diferença fundamental entre um simples transtorno e uma obra imprescindível. Estamos a falar de melhorias que não podiam mais ser adiadas, seja para garantir a segurança de quem circula, para modernizar infraestruturas ou para permitir que a cidade cresça com qualidade.
O pó de hoje é o asfalto liso de amanhã.
O desvio atual é a fluidez futura.
Pedimos a compreensão de todos, não porque o incómodo seja pequeno, mas porque o resultado será duradouro e coletivo.
Obras passam; os benefícios ficam.
Obrigado a todos!

Domingo todos os caminhos vão para a Associação LapaLobo .

 


sexta-feira 27 2026

O INCENDIÁRIO DO PASSADO E A MEMÓRIA QUE NÃO ARDE

 


Há fantasmas que não sabem quando devem permanecer no arquivo da História. Pedro Passos Coelho, mestre na arte da "aparição cirúrgica", decidiu vir agora a terreiro erguer precedentes e lições de moral sobre a nomeação do novo Ministro da Administração Interna. É um filme que já vimos, mas do qual ninguém quer comprar o bilhete para a continuidade e seguimento.

A Estratégia do Sobrolho Franzido
Sempre que o país tenta respirar, surge Passos Coelho com o fósforo na mão, tentando incendiar o debate público. Desta vez, a comparação com Mário Centeno serve de pretexto para o que ele melhor sabe fazer: desestabilizar. Mas há um detalhe que o ex-primeiro-ministro parece ignorar na sua bolha de convicções: o país não sofre de amnésia seletiva.
O "Ultra" que o Povo Dispensa
O problema de Passos Coelho não é o que ele diz, é o que ele representa. Falamos de:
O Ultraliberalismo Exacerbado: Aquele que vê números onde estão pessoas.
A Caneta do Corte: Que não hesitou em mexer nas reformas mais miseráveis, tirando o pão da boca de quem já só tinha as migalhas.
A Herança da Penúria: Uma governação que empurrou uma geração para a emigração e os mais velhos para a angústia.
Dizer que se abriu um "precedente" quando se tem no currículo o título de campeão da austeridade punitiva é, no mínimo, uma falta de noção gritante. Quem governou contra os mais vulneráveis, quem colocou o país de joelhos perante a troika com um zelo superior ao que era pedido, não tem hoje autoridade moral para dar "bitaites" para nada, muito menos, sobre a ética governativa alheia.
Deixe-se Estar Onde Está
O povo português pode ser sereno, mas não tem a memória curta. Lembramo-nos bem do que os nossos pais diziam, do desespero nas filas e do aperto no cinto que nunca chegava para as contas.
Senhor ex-primeiro-ministro, escuse-se de vir "cagar postas de pescada" num momento em que o país precisa de soluções e não de ruído. O seu tempo passou e a imagem que deixou está cravada na pele de quem sofreu as suas políticas. Quanto ao novo Ministro, o país saberá julgar pelos atos, no tempo certo. A si, o que se pede é o recato que a sua herança política exige.

João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

Os pensamentos do Miguel Marques


 Abraçar novos desafios é, muitas vezes, um ato de coragem silenciosa. Não acontece apenas quando mudamos de caminho, mas sobretudo quando aceitamos que permanecer no mesmo lugar já não nos faz crescer. A estagnação instala-se de forma subtil: nos hábitos repetidos, nas rotinas seguras e na sensação confortável de saber exatamente o que esperar do amanhã. Contudo, aquilo que nos protege também pode, lentamente, limitar-nos.

A nostalgia surge então como uma visitante constante. Recordamos tempos vividos que foram marcantes — fases de descoberta, de energia, de conquistas e até de erros que hoje vemos com ternura. Há uma vontade quase inevitável de regressar a esses momentos, como se fosse possível reencontrar a mesma intensidade. Mas o verdadeiro regresso nunca é ao passado; é a nós próprios, agora mais conscientes, mais maduros e carregados de novas ideias.
Crescer implica aceitar que já não somos os mesmos e que isso não representa perda, mas transformação. A experiência acumulada dá-nos uma nova lente para olhar o mundo e, aquilo que antes parecia impossível, passa a ser apenas um desafio à espera de ser reinventado. Talvez não possamos reviver os tempos antigos, mas podemos reinterpretá-los, trazendo connosco o que aprendemos para construir algo diferente.
Abraçar novos desafios é precisamente isso: não negar o passado, mas usá-lo como impulso. É permitir que a memória inspire, sem que nos prenda. É compreender que cada etapa da vida pede uma nova versão de nós próprios — mais livre, mais ousada e mais consciente do caminho que quer trilhar.
Porque, no fundo, não se trata de voltar atrás, mas de avançar com a coragem de quem já viveu, aprendeu e ainda acredita que há sempre novos horizontes por descobrir.