quinta-feira 19 2026

QUARTA-FEIRA DE CINZAS: TEMPO DE SILÊNCIO, REFLEXÃO E RENOVAÇÃO


Ontem foi Quarta-feira de Cinzas.

Início da Quaresma.
Um tempo especial no calendário cristão.
Um tempo de pausa num mundo que nunca para.
Um tempo de escuta num mundo cheio de ruído.
Um tempo de interioridade num mundo apressado.
A Quaresma convida-nos a olhar para dentro.
Para a nossa vida.
Para as nossas atitudes.
Para as nossas escolhas.
Convida-nos à humildade, à simplicidade e à verdade.
As cinzas lembram-nos algo essencial: Somos frágeis.
Somos passageiros.
Somos humanos.
E é precisamente por isso que devemos viver melhor.
Com mais amor.
Mais respeito.
Mais solidariedade.
Mais perdão.
UM TEMPO PARA MUDAR
Não é apenas um tempo religioso.
É um tempo humano.
Tempo de:
- Reconciliar
- Ajudar
- Cuidar
- Perdoar
- Recomeçar
- Fazer melhor
A Quaresma não é tristeza.
É esperança.
É preparação.
É crescimento.
É renovação interior.
CAMINHO ATÉ À PÁSCOA
São 40 dias de caminhada.
40 dias de reflexão.
40 dias para fortalecer a fé, os valores e o caráter.
Cada um à sua maneira.
Cada um no seu ritmo.
Mas todos chamados a ser melhores.
Que este tempo seja vivido com serenidade, consciência e coração aberto.
Um caminho de paz.
Um caminho de luz.
Um caminho de amor.
Boa Quaresma.
Muita saúde, tranquilidade e bênçãos.
Fiquem bem.
João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

Sugestões da Marisa Monteiro

 



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"Silvy Crespo Preto no Branco” (lítio)

 



Restaurante Zé Pataco · 𝐄́ 𝐜𝐨𝐦 𝐞𝐧𝐨𝐫𝐦𝐞 𝐨𝐫𝐠𝐮𝐥𝐡𝐨 𝐞 𝐬𝐚𝐭𝐢𝐬𝐟𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐥𝐡𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐨𝐢 𝐧𝐨𝐯𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐢𝐬𝐭𝐢𝐧𝐠𝐮𝐢𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐭𝐮𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐌𝐄 𝐋𝐢́𝐝𝐞𝐫 𝟐𝟎𝟐𝟓

 

Este reconhecimento só é possível graças à confiança dos nossos clientes, à dedicação da nossa equipa e ao compromisso diário com a excelência no serviço e na experiência que proporcionamos.
Obrigado por fazerem parte da nossa história.

Rui Cardoso e o Carnaval

 


O Carnaval de Canas de Senhorim é único. É daqueles que não se explica…vive-se.

Entre Paço e Rossio, entre provocações e gargalhadas, o que fica é a entrega de uma terra inteira a uma tradição que nos corre no sangue.
Um enorme obrigado a todos os que estiveram nos bastidores a montar, a organizar, a resolver problemas quando ninguém os via. Sem vocês, nada disto era possível.

Serviço de Táxi Luís Monteiro

 


quarta-feira 18 2026

PROTOCOLO DE QUIOTO: QUE NÃO FIQUE APENAS NO PAPEL


 Assinalou-se o Dia do Protocolo de Quioto.

Uma data que deveria ser mais do que simbólica.
Uma data que deveria ser compromisso.
Uma data que deveria ser ação.
Porque, infelizmente, ainda há quem, do outro lado do Atlântico e não só, insista em negar o óbvio:
as alterações climáticas existem.
São reais.
São visíveis.
São cada vez mais graves.
Só não vê quem não quer ver.
Ou quem escolhe ignorar.
NÃO É INVENÇÃO. É REALIDADE.
As alterações climáticas não são uma teoria.
Não são uma moda.
Não são um exagero.
São uma dura realidade.
Vemo-las: -
- Nas cheias
- Nas secas
- Nos incêndios
- Nas tempestades
- Nas temperaturas extremas
- Na destruição de habitats
- No sofrimento de populações inteiras
Quantos exemplos mais são precisos?
Quantas tragédias mais precisamos de viver para aprender?
UM COMPROMISSO QUE EXIGE CORAGEM
O Protocolo de Quioto nasceu para ser um marco na luta contra o aquecimento global.
Mas de pouco serve assinar acordos…
se não forem cumpridos.
De pouco serve discursar…
se não houver medidas.
De pouco serve prometer…
se depois nada muda.
A proteção do planeta exige coragem política, responsabilidade económica e consciência social.
A RESPONSABILIDADE É DE TODOS
Não é só dos governos.
Não é só das empresas.
Não é só das instituições.
É de todos nós.
Nas pequenas escolhas diárias:
- No consumo
- No desperdício
- Na mobilidade
- Na energia
- Na reciclagem
- No respeito pela natureza
Cada gesto conta.
O FUTURO NÃO PODE ESPERAR
Estamos a falar do futuro dos nossos filhos.
Dos nossos netos.
Das próximas gerações.
Estamos a falar da vida.
Ou agimos agora…
ou pagaremos depois.
E o preço será muito mais alto.
QUE ESTE DIA SEJA UM DESPERTAR
O Dia do Protocolo de Quioto deve ser um alerta.
Um momento de reflexão.
Um momento de responsabilidade.
Um momento de mudança.
Que não fique apenas no papel.
Que não fique apenas nas palavras.
Que não fique apenas nas intenções.
Que passe à ação.
Porque o planeta não tem plano B.
Um Santo e Feliz dia, muita saúde e felicidades!
Fiquem bem!
Com consciência, compromisso e esperança!
João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

"𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐏𝐚́𝐠𝐢𝐧𝐚𝐬 𝐞 𝐀𝐛𝐫𝐚𝐜̧𝐨𝐬: 𝐚 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐥𝐚𝐜̧𝐨 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥", 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨́𝐥𝐨𝐠𝐚 𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐧𝐞𝐫 𝐞𝐦 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐥𝐢𝐠𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐒𝐚𝐧𝐝𝐫𝐚 𝐆𝐨𝐦𝐞𝐬

 


19 de fevereiro, 18h, Escola do 1.ºCEB de Canas de Senhorim (Fojo)

Famílias de alunos do 1.ºCEB
Neste workshop abordaremos o que acontece quando lemos em família (acolhimento, escuta, empatia). Como as histórias ajudam a nomear emoções e a leitura como rotina de vínculo.
Falaremos também dos desafios dos pais na leitura em casa e estratégias para tornar o momento leve e afetivo.
Inscrições até 18/02: formulário Inscrição , pelo telefone: 232940141 | geral.biblioteca.municipal@cm-nelas.pt

Virgínia Costa RECORDANDO VELHOS TEMPOS

 




Julio F Rodrigues · Revisiting some old ship paintings

 


𝐒𝐞𝐬𝐬ã𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐚𝐧ç𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐎𝐛𝐫𝐚 “𝐅𝐨𝐭𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐚 𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐀𝐥𝐦𝐚 𝐚𝐭𝐫𝐚𝐯é𝐬 𝐝𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐢𝐭𝐚”

 


No passado sábado, dia 14 de fevereiro, realizou-se, na Biblioteca Municipal António Lobo Antunes, a sessão de lançamento do livro “Fotografa a minha Alma através da minha escrita”, da autora Beatriz Marques Moura, que assinalou a sua estreia no universo literário com a apresentação desta primeira obra de poesia.

A iniciativa decorreu num ambiente de grande envolvimento, permitindo à autora partilhar com o público a sua visão poética e o processo criativo que inspirou a obra, reforçando a ligação entre a expressão literária e a identidade pessoal.
A sessão contou com a presença de Joaquim Amaral, Presidente da Câmara Municipal de Nelas, que realçou a importância de apoiar os talentos emergentes do Concelho e de promover a cultura e a leitura como pilares do desenvolvimento cultural da comunidade.
O evento reuniu familiares, amigos e membros da comunidade, constituindo um momento de celebração da literatura e do dinamismo cultural do Concelho.

As escolhas do Benjamim Abrantes

 


Nunca deixes de brilhar. Não deixes de ser o abrigo na tempestade, o ombro na tristeza, o colo no cansaço. Não deixes de ser a ajuda na dificuldade, a presença no abandono, o equilíbrio na vertigem. Não deixes de ser a tranquilidade na angústia, o sol por entre as nuvens, o sorriso por entre as lágrimas. Nunca deixes de brilhar. És pessoa de luz e o que és não se pode apagar.

Autor Desconhecido...

Reflexões de Fernanda Lopes


 BOM DIA

Uma das coisas mais tristes na vida é perceber que as pessoas com os corações mais bondosos, quase sempre são as que sofrem mais. São elas que ajudam sem calcular, que perdoam sem plateia, que se doam sem esperar retorno. Justamente por isso, acabam por ser confundidas com fraqueza. O mundo, sabes, costuma testar o que é bom, empurrar limites, exigir mais do que deveria, como se a bondade fosse uma obrigação e não uma escolha nobre. Essas pessoas amam de verdade, sentem profundo e colocam-se facilmente no lugar do outro. O problema é que nem todo o mundo sabe lidar com isso. Há quem se aproveite, quem manipule, quem magoe sem remorso. O coração bondoso acredita que todos sentem da mesma forma, que todos tem a mesma consciência e empatia, mas a realidade nem sempre funciona assim. E quando a decepção vem, ela dói em silêncio, porque geralmente quem ê bom, sofre calado para não pesar a ninguém. Mesmo assim, a bondade não ê um erro, é uma virtude rara. O desafio está em aprender a proteger o coração sem endurecer a alma, em continuar a ser bom sem permitir abusos, em ajudar sem se anular. Ser bondoso não significa carregar dores que não são tuas. Tens cuidado do teu coração ou tens permitido que ele seja ferido em nome de ser bom demais? Um dia muito feliz para todos sempre com Deus no coração

terça-feira 17 2026

OS BÊS E OS VÊS DO NORTE: A MÚSICA DAS PALAVRAS QUE NOS FAZ SORRIR

 


Há uma magia especial na forma como se fala no Norte de Portugal.

Uma música própria.
Um ritmo inconfundível.
Uma identidade que não se aprende nos livros, aprende-se na vida.
Entre tantas riquezas da nossa língua, há uma que encanta, diverte e aproxima:
a troca carinhosa entre os Bês e os Vês.
No Norte, o B e o V dançam juntos.
Trocam de lugar.
Brincam nas frases.
Dão personalidade às palavras.
E fazem parte da nossa alma.
QUANDO O “B” VIRA “V”… E O “V” VIRA “B”
Quem nunca ouviu:
- “Vou ali buscar o vinho” → “Vou ali buscar o binho”
- “Fecha a janela” → “Fecha a bjanela”
- “Trouxe o bolo” → “Trouxe o volo”
- “Está muito frio” → “Está muito vrio”
- “A vida é assim” → “A bida é assim”
"- Vai pentear macacos!" torna-se frequentemente "Bai bentear macacos!" (um clássico para mandar alguém dar uma volta).
"O que é que vais fazer?" torna-se "O que é que bais fazer?".
"Vem cá, rapaz!" transforma-se em "Bem cá, rabaz!".
"Estás com o diabo no corpo" soa a "Estás com o diabo no corpo" (mantém-se, mas com o 'b' muito forte), muitas vezes dito como "Estás com o tau" (sinal de proteção ou estar possuído).
"Farinha do mesmo saco" é dita com um sotaque carregado em "Farinha do mesmo saco".
Palavras Típicas com Troca V/B
Aloquete (em vez de cadeado).
Chicla (em vez de pastilha elástica).
Berdade (em vez de verdade).
Bida (em vez de vida).
Balente (em vez de valente).
Bento (em vez de vento).
Exemplos em Contexto (Frases no Norte)
"Bais a boda com essa belocidade?" (Vais a toda a velocidade?).
"O rabaz é um balente." (O rapaz é um valente).
"Aquela baca não tem bergonha." (Aquela vaca não tem vergonha).
"Bamos ber se isso é berdade." (Vamos ver se isso é verdade).
"Bate a porta que está bento." (Vate/fecha a porta que está vento).
Não é erro.
É sotaque.
É herança.
É identidade.
É cultura viva.
MAIS DO QUE PRONÚNCIA: É HISTÓRIA
Esta forma de falar não nasceu por acaso.
Vem de séculos de evolução da língua.
De influências antigas.
De tradições orais.
De comunidades unidas.
É o povo a moldar a língua.
Não nos livros.
Na rua.
No café.
Na família.
No trabalho.
Na conversa ao fim da tarde.
A BELEZA DE FALAR COMO SE É
No Norte fala-se com o coração.
Com verdade.
Com frontalidade.
Com emoção.
E isso passa pela forma de falar.
Cada “b” trocado por “v” é um sinal de pertença.
Cada “v” trocado por “b” é um sorriso disfarçado.
É o idioma a ganhar vida.
NÃO É ERRO. É IDENTIDADE.
Durante muito tempo, alguns chamaram “erro” ou "falta de cultura "ao que é, na verdade, riqueza e cultura!
Mas não.
Não é erro.
É património imaterial.
É memória coletiva.
É autenticidade.
É Portugal no seu estado mais puro.
OS BÊS E OS VÊS QUE NOS UNEM
Num país pequeno, mas cheio de sotaques, o Norte lembra-nos que falar diferente é uma forma de ser igual: igual na dignidade, na cultura e no orgulho.
Os Bês e os Vês do Norte não confundem.
Encantam.
Não dividem.
Aproximam.
Não empobrecem a língua.
Enriquecem-na.
Porque a língua não vive só nos dicionários.
Vive nas pessoas.
E no Norte…
vive com alma.
Fiquem bem.
Com saúde, alegria e orgulho na nossa forma de falar!
João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes