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e tivesse de dar um conselho ao novo Presidente da República, António José Seguro, dir-lhe-ia algo simples, não confundir estabilidade com imobilismo. Um Presidente não governa, mas também não deve limitar-se a observar.
O país conhece bem
o risco de uma Presidência excessivamente cautelosa. A função presidencial, num
sistema como o português, vive de equilíbrio entre prudência e intervenção.
Quando o Presidente se torna apenas um moderador silencioso, perde-se uma das
poucas vozes institucionais capazes de orientar o debate nacional acima das
disputas partidárias.
Assim, um conselho
que me parece fundamentai
Usar a palavra com
sentido estratégico.
A palavra
presidencial tem peso. Não deve ser banalizada, intervir quando o país enfrenta
bloqueios políticos ou crises sociais é parte da responsabilidade do cargo.
Sendo árbitro, e
não mero espectador.
A Constituição
confere ao Presidente instrumentos políticos
desde o veto até à influência moral. Um árbitro que nunca apita deixa de
garantir o jogo limpo.
Dando atenção ao
país real.
Portugal não é
apenas Lisboa. O interior, os territórios envelhecidos e as comunidades mais
esquecidas precisam de sentir que a Presidência é também a sua voz , algo particularmente importante para regiões
como o interior do distrito de Viseu.
Em suma, o melhor
caminho para evitar a fama de imobilidade é simples, uma Pré presidência
serena, presente, prudente, mas não
silenciosa, institucional, mas nunca distante do país.

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