segunda-feira 16 2026

RUI NABEIRO: QUANDO A VONTADE DE VENCER É MAIOR DO QUE QUALQUER DIPLOMA

 


Nasceu numa família humilde, num tempo em que trabalhar cedo não era escolha, era sobrevivência. Fez apenas a 4.ª classe. Mas tinha algo que não se aprende nos livros: visão, coragem e um profundo respeito pelas pessoas.

Rui Nabeiro começou ainda criança, ligado ao pequeno negócio de café em Campo Maior. Observava, aprendia, errava, insistia. Percebeu cedo que não bastava ter um bom produto. Era preciso levá-lo até às pessoas, criar relações, conquistar confiança.
Assim nasceu a Delta Cafés.
Em vez de esperar oportunidades, foi criá-las. Em vez de se acomodar, expandiu. Primeiro pelo país, depois pelo mundo. O que começou como uma pequena empresa local tornou-se um grupo internacional de referência, presente em vários setores: café, vinhos, azeite, automóvel, serviços.
Mas o maior crescimento não foi apenas económico. Foi humano.
Mesmo com o sucesso, Rui Nabeiro nunca se afastou das suas origens. Manteve-se simples, acessível, próximo dos trabalhadores. Conhecia nomes, histórias, dificuldades. Criou creches para os filhos dos funcionários, apoiou famílias, deu oportunidades a quem ninguém dava.
Para ele, empresa não era só negócio. Era comunidade.
Acreditava que o lucro sem valores não tem futuro. Que liderar é servir. Que crescer é levar os outros consigo. E provou que é possível ser competitivo sem perder a humanidade.
Sem estudos superiores, construiu um império.
Sem arrogância, conquistou respeito.
Sem esquecer as raízes, ganhou o mundo.
Rui Nabeiro foi mais do que um empresário. Foi um exemplo de missão, dedicação, criatividade e responsabilidade social. Um homem que mostrou que a experiência de vida, a força de vontade e a ética podem valer mais do que qualquer diploma.
O seu legado vive hoje nos filhos, nos netos, nos colaboradores e em milhares de portugueses que encontraram na Delta uma oportunidade de vida.
A sua história ensina que os grandes projetos constroem-se com trabalho diário, consistência, visão e solidariedade.
No fim, não vence quem tem mais títulos.
Vence quem aparece todos os dias para fazer acontecer.
E Rui Nabeiro apareceu. Sempre.

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