O Cristo-Rei de Vilar Seco, no concelho de Nelas, é um dos marcos religiosos e paisagísticos mais reconhecidos da região do Dão.
Implantado num ponto elevado, tornou-se símbolo de fé, proteção e identidade comunitária.
A sua origem e contexto histórico estão associadas a devoção ao Sagrado Coração de Jesus que intensificou-se em Portugal na primeira metade do século XX, especialmente após a consagração nacional a Cristo Rei (1959, Lisboa).
Em várias localidades, ergueram-se imagens e cruzeiros como ex-votos coletivos (agradecimento por graças alcançadas, proteção em tempos de crise ou fim de conflitos ).
Em Vilar Seco, a ideia de erguer o monumento surgiu no seio da comunidade local, tradicionalmente agrícola, associada ao agradecimento por colheitas e proteção contra adversidades, reforço da identidade religiosa da freguesia, criação de um ponto de referência espiritual e paisagístico.
Fundação e Construção
Processo típico (segundo memória local e práticas da época):
Ideia comunitária (lideranças paroquiais e habitantes).
Angariação de fundos (donativos, festas, contributos de emigrantes).
Encomenda da imagem a oficina/escultor especializado (muitas imagens eram produzidas em oficinas religiosas nacionais).
Execução do pedestal por pedreiros locais.
Bênção e inauguração com celebração religiosa e participação popular.
A criação foi, assim, obra coletiva, fruto da mobilização de famílias, agricultores e emigrantes.
“Antes de existir freguesia…
Antes de existir Vilar Seco…
Já existia terra.
Já existiam mãos.”
Texto:
Robson Razões, Vilar Seco
As informações públicas disponíveis são sobretudo de tradição oral e memória local. Para datas exatas (dia, mês e ano), autoria técnica e ata de deliberação, recomenda-se consulta ao Arquivo Paroquial de Vilar Seco e aos registos da Junta de Freguesia ou da Câmara Municipal de Nelas. Em breve, disponibilizarei pesquisas detalhadas.

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