A segunda reunião ordinária do Executivo Municipal de Nelas, realizada a 26 de novembro, voltou a evidenciar a estratégia concertada de bloqueio instituída pelo CDS e pelo PS. Num momento em que o Município necessita de estabilidade e operacionalidade, a coligação negativa que une estes dois partidos persiste em transformar cada reunião num exercício de sabotagem política. Os principais pontos da ordem de trabalhos, a nomeação do terceiro vereador a tempo inteiro e a aprovação da delegação de competências no Presidente da Câmara, voltaram a ser travados sem fundamento substancial, apenas com o propósito de paralisar a governação municipal.
O PS, fiel à sua postura de entrave sistemático, continua obcecado com formalismos e burocracias que apenas servem para disfarçar a sua verdadeira intenção, impedir o Executivo de trabalhar. Insiste em questões públicas e transparentes, como o custo do elenco executivo, fingindo preocupação enquanto tenta criar ruído para esconder a sua agenda real. Não propõe, não constrói, não soma, limita-se a impedir, atrasar e criar instabilidade.
O CDS, por sua vez, adotou um registo que extravasa qualquer noção de urbanidade. Em vez de discutir o futuro do concelho, prefere revisitar o passado, aquele mesmo passado onde deixou um rasto de má gestão que agora tenta convenientemente esquecer. Ataca o Executivo, lança suspeições sem fundamento aos colaboradores da autarquia e aos serviços pedindo sindicância ao Tribunal de Contas e á Inspecção Geral de Finanças, chega ao extremo de trazer questões pessoais e familiares para a mesa de trabalho, num comportamento que ultrapassa o aceitável em qualquer órgão democrático. Tenta passar a imagem de rigor e seriedade, mas os factos expõem-no: é revanchismo puro e simples.
O episódio mais grave da reunião foi, novamente, a retirada da nomeação do terceiro vereador a tempo inteiro e a reprovação, pela segunda vez, da delegação de competências no Presidente da Câmara. Esta obstrução foi justificada apenas com a exigência de respostas por escrito, uma desculpa frágil usada para esconder a falta de argumentos políticos e a ausência total de sentido de responsabilidade. Com esta atitude, PS e CDS mantêm paralisados assuntos cruciais para o concelho, ignorando que estão a comprometer o funcionamento da autarquia e a prejudicar diretamente a população que dizem representar.
A conclusão é evidente: esta coligação negativa não procura melhorar Nelas, nem contribuir para a solução dos problemas do município. O seu único objetivo é seguirem PS/CDS uns a reboque dos outros com alternância de iniciativas mesmo que isso possa parecer ideologicamente contra-natura e impedir que o Executivo cumpra o mandato que lhe foi confiado pelo voto popular. É um comportamento que não serve o concelho, não serve os cidadãos e não serve a democracia.

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