Ontem assinalou-se o Dia Internacional da Mulher. Uma data que muitos celebram com flores, homenagens e palavras bonitas. No entanto, confesso que nunca fui um grande entusiasta destas celebrações simbólicas. Não por falta de reconhecimento, bem pelo contrário, mas porque sempre me pareceu que o verdadeiro respeito não se reserva para um dia específico no calendário.
Na minha forma de ver o mundo, a mulher não precisa de um dia especial para ser valorizada. A mulher merece respeito, reconhecimento e igualdade todos os dias do ano.
É verdade que esta data tem um significado histórico importante. A sua origem remonta ao início do século XX, quando movimentos de trabalhadoras começaram a exigir melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de oportunidades. Mais tarde, em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou o 8 de março como um momento de reflexão global sobre os direitos das mulheres.
E é justo reconhecer que, ao longo das últimas décadas, muito foi conquistado. As mulheres conquistaram espaço na educação, no mercado de trabalho, na política, na ciência, na cultura e em tantas outras áreas da sociedade. Hoje vemos mulheres em posições de liderança que antes lhes estavam vedadas.
Mas também é verdade que ainda existe caminho a percorrer.
Persistem desigualdades salariais, persistem situações de violência de género, persistem obstáculos na progressão profissional e na conciliação entre vida familiar e carreira. São realidades que não podem ser ignoradas.
Talvez por isso compreenda o sentido desta data: chamar a atenção para aquilo que ainda falta fazer.
Mesmo assim, continuo a acreditar que o objetivo final deve ser outro: chegar a um ponto da sociedade em que estas datas deixem de ser necessárias. Um mundo onde não seja preciso lembrar que homens e mulheres são iguais em dignidade, direitos e oportunidades.
Porque, no fundo, é isso que importa.
Na minha vida pessoal tenho exemplos muito claros do papel fundamental das mulheres, na família, na educação, na força silenciosa com que enfrentam as dificuldades do dia a dia. Mulheres que são verdadeiras lutadoras, muitas vezes sem reconhecimento público, mas absolutamente essenciais.
Por isso deixo hoje umas palavras simples, mas sentidas:
respeito, admiração e reconhecimento.
Não apenas hoje.
Mas todos os dias.
Porque a sociedade não se constrói sem as mulheres.
E muitas vezes são elas, discretamente, as verdadeiras arquitetas da vida.
Um beijinhos para as mulheres da minha Vida, e para todas as mulheres do Mundo!
Fiquem bem!
João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

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