terça-feira 24 2026

Robson Costa · FÁBRICA DE PIROLITOS EM VILAR SECO

 


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A Fábrica de pirolitos em Vilar Seco, freguesia do concelho de Nelas (distrito de Viseu, Portugal), refere-se a uma pequena unidade industrial típica das décadas de meados do século XX em Portugal rural, dedicada à produção de pirolitos (ou pirolitos/gazosas), uma bebida gaseificada refrescante, frequentemente com bola de vidro como válvula (sistema de garrafa com rolha de vidro esférica pressionada por pressão interna).
História e Contexto
Os pirolitos eram muito populares em Portugal entre as décadas de 1930 -1970,especialmente em festas, romarias e feiras locais.
Produziam-se em pequenas fábricas familiares ou artesanais, usando água local, açúcar, essências e gás carbónico. Em regiões como Beiras (incluindo Nelas e arredores), essas fábricas eram comuns para abastecer eventos tradicionais, como as festas de Vilar Seco (agosto).
A fábrica de Vilar Seco é mencionada em memórias e relatos nostálgicos, associada a bebidas refrescantes como laranjadas e pirolitos mergulhados em gelo, vendidos em tinas de madeira durante festas.
Era comparada ou concorrente com outras da região, como os refrigerantes Condestável (de Abrunhosa do Mato, Mangualde) e Estrêla da Beira (também ligado a Vilar Seco ou Horácio de Figueiredo, também chamado de Horácio de Figueiredo Morais).
Trata-se de uma indústria local pequena, provavelmente artesanal/familiar, que marcou a memória coletiva das festas da aldeia.
Em 2009, num comentário num blog sobre a fábrica Condestável, um investigador de fábricas de pirolitos em Portugal mencionou explicitamente a existência de uma em Vilar Seco (Nelas), contrariando informação inicial da autarquia de Nelas (que negou existência de fábrica no concelho).
Isso sugere que era uma operação modesta, não registada em arquivos oficiais maiores ou esquecida no tempo.
Ano de Fundação/Atividade
Não há data exata documentada publicamente. Pelo contexto de relatos e comparações com fábricas semelhantes (Condestável, Serra d’Ossa, etc.), a atividade principal situava-se provavelmente entre décadas de 1940-1960/1970, coincidindo com o auge dos pirolitos artesanais em Portugal.
Muitas encerraram com a chegada de refrigerantes industriais (como Sumol, Compal ou marcas estrangeiras).
Sócios/Fundadores
Não há registos públicos detalhados de nomes de sócios ou proprietários. Pelo caráter local e familiar, era provavelmente gerida por moradores ou famílias de Vilar Seco.
Há comentários que mencionam ligações a figuras como Horácio de Figueiredo (associado a refrigerantes Estrêla da Beira em contexto próximo), mas sem confirmação direta de sociedade na fábrica de pirolitos de Vilar Seco.
Fabricação/Processo
• Produto principal: Pirolitos (bebida gaseificada, muitas vezes neutra ou com sabores como limão/laranja).
• Características: Garrafas reutilizáveis com bola de vidro (esfera que vedava a garrafa sob pressão do gás).
• Processo artesanal: Mistura de água local (provavelmente de fontes da região), xarope/açúcar, essências/frutos (limão, laranja), ácido cítrico e carbonatação manual ou semi-manual. Engarrafamento e venda local, especialmente em festas.
• Escala: Pequena produção, para consumo regional (festas de Vilar Seco, romarias, merendas). Vendiam-se em tinas com gelo para refrescar.
Hoje, é um elemento de património imaterial e memória local das Beiras, evocando saudades de bebidas tradicionais.
Fábricas semelhantes existem documentadas em outros locais (ex.: Correnteza/Alemães no Seixal, Melgaço, Espinho, Alentejo), mas a de Vilar Seco permanece mais na oralidade e memórias pessoais do que em arquivos formais.
Atualmente, restam memórias afetivas (saudade das festas antigas) e algumas garrafas antigas pirogravadas, com a inscrição “Pirolito Moderno - Refrigerantes Horácio de Figueiredo - Vilar Seco - Nelas”. Isso prova a existência concreta.
Aos moradores de Vilar Seco e arredores que tiverem mais detalhes (como nomes de famílias ou fotos), posso ajudar a aprofundar essa história.
Gostou!
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