BARRAGENS DE DEPOSIÇÃO DE “ESTÉREIS”
Os resíduos resultantes
da actividade mineira na região da Urgeiriça foram acumulados em diversas Barragens, que se estendem por uma
área de cerca de 11 hectares, ladeando a E.N. 234 ao km 88, correspondendo a um
volume de 4 milhões de toneladas.
Estas Barragens de estéreis ou de rejeitados de Urânio
(U) são depósitos de resíduos sólidos e líquidos associados, resultantes da
extracção do U, a partir do minério. Os sólidos consistem, essencialmente, num
produto moído finamente a partir do minério, contendo uma grande variedade de
substancias químicas, obtidas por precipitação, a partir do efluente líquido. Os
sólidos e líquidos contidos nas barragens, contêm materiais radioactivos e não
radioactivos que, se forem dispersos no meio ambiente, em quantidades elevadas,
são potencialmente perigosas para o ser humano.
Embora a radioactividade das barragens seja de origem
natural, o processo mineiro e o tratamento químico, a que os minérios são
submetidos têm, como consequência, o arrastamento da radioactividade para a superfície,
alterando a sua forma física e química de modo que aumenta a sua mobilidade e a
consequente dispersão no meio ambiente, com impacto biológico no ser humano.
Embora as Barragens contenham apenas cerca de 10% do
Urânio, contido no minério natural, os seus descendentes Tório e Rádio, cujo
tempo médio de vida é de centenas de milhares de anos, permanecerão nestes
depósitos de resíduos por milhões de anos…..
Estas Barragens com elevadas concentrações em rádio com
actividades superiores a 50 kBq/kg, constituem uma grande fonte de RADÃO
para a atmosfera.
Os riscos potenciais
para as populações da região consistem em: inalação de Radão e seus
descendentes, inalação de partículas sólidas radioactivas transportadas pelo
vento, ingestão de alimentos vegetais, animais,
peixes ou água contaminados e radiação externa.
A remediação dos impactos radiológico e químico provocados por estas
Barragens, consiste, na transladação destes resíduos para os locais de origem
ou tratamento de toda a zona e selagem
adequada de acordo com as recomendações da Agência Internacional de Energia
Atómica, seguida de monitorização adequada, a efectuar por entidade certificada
e independente.

Sem comentários:
Enviar um comentário