10/Mar/16 - Jornal Online Canas de Senhorim ©Fernando Neto/Dores Fernandes.
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De novo em Canas de Senhorim, desta vez no Restaurante Pelourinho, sito no Largo com o mesmo nome, encontrámos um prato muito apreciado pelos beirões – coelho de cabidela. Este é um Restaurante familiar, gerido pelo Senhor João Maria, carinhosamente tratado por “João Caçoilo”, com a preciosa colaboração da esposa Ana Maria. Um espaço que cativa os clientes locais, mas também os que nos visitam, quer pela qualidade da gastronomia regional, quer pelo preço do menu. Foi aqui que fomos cavaquear e degustar mais um paladar.Dores Fernandes / Fernando Neto – Está à frente de dois espaços (Restaurante e Tenda) há vários anos, um negócio que parece ser bem-sucedido. Qual tem sido a estratégia seguida para este êxito?
Dores Fernandes / Fernando Neto – João “Caçoilo” para os amigos. De onde vem esta alcunha?
João Maria “Caçoilo” - A alcunha foi adquirida desde que me casei com a Ana, ela sim é a verdadeira “Caçoila”. O meu sogro antigamente bebia o vinho dos “caçoilos” de barro que usavam para extrair resina dos pinheiros. Desde então, o nome ganhou vida e todos os amigos me começaram a chamar “Caçoilo”.
Dores Fernandes / Fernando Neto - Quais são os pratos que colhem maior preferência dos clientes? Que tipo de cliente vos procura com mais frequência?
Dores Fernandes / Fernando Neto – Sabemos que tem um serviço de refeições diárias com oferta diversificada e petiscos variados, como consegue garantir todo o serviço com tão poucos recursos humanos?
João Maria “Caçoilo” - O serviço é garantido porque, convenhamos, o espaço físico do restaurante também não é grande. O nosso à vontade, com todos os nossos clientes diários, torna tudo mais fácil e sem grandes problemas, no que toca a servi-los com a eficácia e eficiência merecidas. A minha esposa e eu, desdobramo-nos, por vezes, para que tudo corra da melhor forma, mas com gosto tudo se consegue.
João Maria “Caçoilo”- A crise foi sentida por todos, e nós mentiríamos se disséssemos que não nos bateu a porta, bateu e de que maneira… Não podemos ter muita gente a trabalhar connosco, pois a crise impossibilita-nos de ter empregados, dado que há as despesas fixas e temos que racionalizar os recursos para que as receitas diárias cheguem para todas essas despesas.
Dores Fernandes / Fernando Neto – Ao longo da sua carreira tem alguma história engraçada para nos contar?
João Maria “Caçoilo”- Antes da crise “nos bater a porta”, já há uns anos atrás, organizávamos pequenas viagens por Portugal, em que cada carro levava a identificação do restaurante Pelourinho. Chegámos a juntar mais de 50 carros, cheios de comida para o mega convívio do ano. Várias peripécias aconteciam. (risos e gargalhadas a relembrar a história)
João Maria “Caçoilo” - Sim concordo. Às vezes temos que ser curiosos e não ter medo de arriscar e criar novos sabores e combinações culinárias. Por outro lado, o facto de conseguir fazer aquilo que sempre sonhei e trazer em mim a “eterna criança”.
Uma pequena delícia num pequeno grande espaço, mas com uma simpática hospitalidade de pessoas simples e verdadeiras, como verdadeira foi a refeição oferecida – coelho de cabidela.
Fica o sabor agradável de mais esta aventura. A próxima será aí mesmo, quiçá ao seu lado.
©Dores Fernandes ©Fernando Neto
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