Ninguém leva verdadeiramente a sério o ordenamento do território em Portugal.
Constrói-se onde não se deve. Ignoram-se os riscos. Fecha-se os olhos durante anos.
E depois, quando acontece a tragédia, aparece o discurso fácil:
“A culpa foi dos cidadãos.”
Por amor de Deus.
Tenham decência.
Falamos de pessoas que estavam a trabalhar.
De pais, mães, filhos, que subiram a telhados porque não tinham alternativa.
Porque não havia apoio.
Porque não havia resposta.
Porque o Estado não apareceu.
E agora querem lavar as mãos?
É indigno.
Quem governa tem o dever de:
Prevenir
Fiscalizar
Apoiar
Proteger
Agir a tempo
Não é depois da tragédia.
Não é com comunicados.
Não é com desculpas.
É com responsabilidade.
E mais:
Chega de ministérios entregues a “paraquedistas” escolhidos apenas pelo cartão do partido.
Isto não é uma questão de esquerda ou direita.
É transversal.
É uma questão de competência.
O país precisa de gente preparada.
Com conhecimento.
Com experiência.
Com coragem para decidir.
Não de amiguismos.
Não de improvisos.
É preciso reagir com cabeça, tronco e membros.
Mas também com seriedade.
Com humanidade.
Com respeito por quem trabalha.
Porque governar é servir.
E não fugir quando tudo corre mal.
Dia tranquilo com saúde e felicidades, fiquem bem!
João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes

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