Há números que nos deviam tirar o sono.
Mais de dois milhões de portugueses vivem na pobreza.
E quase quatrocentos mil dependem do Banco Alimentar para pôr algo na mesa. Estamos a falar de um quinto do país — um retrato duro, frio, e profundamente injusto.
Mas, no meio desta sombra, há uma luz que insiste em nascer: os jovens voluntários que chegam todos os anos aos armazéns, às portas dos supermercados, às carrinhas que distribuem esperança em caixas de cartão. É um sinal de que a solidariedade ainda respira — e respira fundo.
Este fim de semana, volta a Recolha do Banco Alimentar.
E não há como fugir da frustração: em 2025 ainda há crianças para quem a única refeição quente é a da escola, adultos em formação no IEFP que guardam num pequeno tupperware o que conseguem levar para dividir com a família ao jantar. A pobreza tem estas cenas silenciosas, quase invisíveis, mas devastadoras.
Por isso, cada pacote de massa, cada lata de atum, cada garrafa de azeite conta.
Conta muito.
Porque ninguém sabe o dia de amanhã — e hoje ajudamos nós, amanhã talvez alguém nos ajude a nós.
O Banco Alimentar não é apenas uma instituição:
é um espelho da nossa capacidade de sermos melhores do que o mundo nos obriga a ser.
É cidadania viva, urgente e concreta.
bem hajam.
São vocês que lembram ao país que a dignidade não se pede:
partilha-se.
E que construir uma sociedade mais justa — seja com gestos solidários ou com escolhas alimentares mais equilibradas, próprias da Dieta Mediterrânica — começa sempre no mesmo lugar: no cuidado com o outro.
Porque ajudar não é um gesto pequeno.
É o que nos torna verdadeiramente humanos.
Dentro das nossas possibilidades, podemos fazer toda a diferença partilhando, vamos partilhar, porque partlhando sentimo-nos mais felizes!
João Manuel Magalhães Rodrigues Fernandes


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