Onde assim vamos parar
Se a máquina gera desemprego
Não haverá pescador a ir para o mar
Nem marceneiro a pregar um prego
Substituem o homem pela máquina
Não só para trabalhar
Vigiam também cada esquina
Deixando o homem privado de pensar
E até no amor corporal
A máquina satisfaz os desejos
Haverá filhos nascidos do metal
De pais que apenas imitam beijos
Chamam tudo a isso progresso
E um estágio do desenvolvimento
Estarei eu totalmente do avesso
Não vejo nisso bom casamento
José Gomes Ferreira
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